Saiba como reduzir a taxa de juros

Larissa Carvalho

| 3 minutos para ler

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Histórico com o banco, prazo do empréstimo e dar um bem como garantia estão entre os fatores que ajudam a diminuir a taxa de juros ao tomar crédito em uma instituição financeira, segundo especialistas.

Já o nome sujo é o principal entrave para o cliente obter dinheiro mais barato. O motivo é o risco de esse cliente voltar a dar calote, diz Ricardo Kalichsztein, presidente do site Bom Pra Crédito, de comparação de crédito.

“Se ele tem uma restrição no mercado, a chance de obter crédito é baixa. Se conseguir, será com taxas altíssimas. Até pelas próprias estimativas de que a chance de voltar à inadimplência é gigante, em torno de 80%”, diz.

Com o nome sujo, muitos recorrem a financeiras, que cobram taxas maiores que as de bancos de varejo até por terem uma análise de crédito menos rígida.

“Olhamos para o cliente e damos uma taxa em razão do comportamento dele. Uma parte do valor é spread (diferença entre o juro do crédito captado pelo banco e a taxa que ele cobra do cliente), outra parte é custo do dinheiro. Mas uma parte importante é risco”, afirma Wilson Justo, da financeira Sorocred.

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Prazo e garantia do empréstimo

Para o cliente com nome limpo, um fator que costuma reduzir as taxas é o prazo do empréstimo. Quanto menor, melhores as condições oferecidas pelo banco, pois ele recupera o dinheiro emprestado em um tempo mais curto.

“O banco capta dinheiro com uma taxa pós-fixada e empresta a uma taxa prefixada. Quanto mais longo o prazo do empréstimo, maior a tendência de a taxa ser maior, por causa do descasamento das operações”, afirma Edmar Casalatina, diretor de empréstimos e financiamentos do Banco do Brasil.

Dar uma garantia também ajuda, afirma Marcelo Prata, presidente do site de comparações de empréstimos Canal do Crédito.

“No consignado, com desconto em folha de pagamento, as taxas de juros são menores. Há bancos que oferecem crédito pessoal com garantia do imóvel ou veículo, com taxas melhores também”, afirma.

Ele lembra, porém, que nem todas as linhas de crédito têm flexibilidade de negociação. “Existem linhas que o banco não flexibiliza muito a taxa, como a de crédito imobiliário e a de veículos.”

 

Cuidados na hora de contratar crédito

Uma dica importante é evitar contratar crédito em canais como caixas eletrônicos ou pela internet. “Crédito fácil significa crédito caro. O crédito no caixa eletrônico seguramente será mais caro do que aquele obtido com o gerente”, afirma Prata.

Segundo o Bradesco, os juros cobrados nos financiamentos oferecidos pelo banco seguem as características de cada linha de crédito e “consideram também variáveis como o prazo do financiamento, o percentual de entrada e garantias oferecidas”.

“Além desses fatores, o relacionamento com o cliente também é levado em consideração e é traduzido pelo histórico do cliente com o banco”, informou.

No Santander, a situação de cada cliente é analisada, levando em consideração “seu comportamento de crédito, tempo de relacionamento, capacidade de pagamento e condições de mercado”.

A Folha também entrou em contato com Itaú Unibanco, Caixa Econômica Federal e HSBC, mas os bancos não quiseram comentar sua política de crédito.

 

Mais velhos têm vantagem

Além do histórico com o banco, o próprio perfil do cliente ajuda a encarecer ou baratear o crédito. Mais velhos levam vantagem sobre os mais jovens, diz Wilson Justo, da Sorocred. “Estudos indicam um compromisso menor dos mais jovens com o pagamento de dívidas.”

A mesma análise encarece o crédito ao solteiro em relação ao casado, diz.

 

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