Reserva de emergência: por que você precisa ter uma?

Larissa Carvalho

| 4 minutos para ler

mulher sentada com um guarda-chuvas enquanto chove cédulas de dinheiro

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Reserva de emergência é muito mais do que um dinheirinho na sua conta. Ela salva vidas financeiras.

Quantos anos você tinha quando descobriu que imprevistos acontecem e algumas vezes eles custam dinheiro?

Muuuuuito dinheiro. Apostamos que foi quando começou a arcar com suas próprias despesas, né?

Mas, não dá para contar com a sorte e todo mundo deveria entrar para essa nova religião chamada Reserva de Emergência.

Sabe o que é isso? É uma quantia em dinheiro reservada para você usar a qualquer momento em um caso inesperado.

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O que são exatamente necessidades inesperadas? É tudo aquilo que você não estava contando no seu orçamento, como o carro quebrar, alguma reforma que precisa ser feita na casa, um gasto a mais com alguma doença, etc.

E sempre pode piorar: você pode ser demitido e ficar sem fonte de renda do dia para a noite.

Péssimo, né, mas muito comum e já aconteceu ao menos uma vez com todo mundo.

E, para não bagunçar a sua vida financeira, você precisa estar preparado tanto para as pequenas coisas, como reparos eventuais nos seus bens, quanto para os eventos maiores, como se sustentar até encontrar um novo trabalho.

É importante saber usar o seu dinheiro da melhor forma, para que você não acabe vivendo se privando de muitas coisas que deseja por causa de dívidas.

Ninguém vive apenas de trabalho, é necessário ter uma válvula de escape de divertimento mínimo para conseguir segurar a onda.

Além disso, quanto mais você se permite fazer coisas das quais deseja eventualmente, menos sofre com atitudes impulsivas que são inimigas da reserva de emergência.

Então, a não ser que você seja muito, muito, muito rico, precisa pensar seriamente em ter esse bote salva-vidas (caso ainda não tenha).

Deixa a gente adivinhar, você está agora se perguntando de quanto precisa ser essa reserva de emergência, não é?

Isso vai depender única e exclusivamente dos seus gastos mensais. Os especialistas costumam indicar que você deve colocar tudo na ponta do lápis. 

Quanto você gasta mensalmente com aluguel, alimentação, transporte, saúde e lazer?

Junte tudo isso e multiplique pelo número de meses que você teria para ficar tranquilo enquanto se restabelece. 

O ideal é que você poupe uma quantia confortável, mas se imponha metas. Geralmente esse número fica entre seis meses a um ano. Comece com foco em chegar no mínimo: 6 meses. Depois evolua para conseguir ainda mais. 

Como começar a sua reserva de emergência?

Os especialistas aconselham que você aproveite a sua renda para poupar mensalmente uma quantia do seu salário.

Isso seria entre 5% e 10% da renda todo mês, o que levaria um bom tempo para alcançar um patamar satisfatório para os tão sonhados seis a doze meses de reserva.

imagem de calculadora rodeada por moedas e cédulas de euro

Esse dinheiro vai ficar guardado?

 É ideal que você não gaste esse dinheiro, e sim que o mantenha de fato para o que ele existe: te socorrer em uma situação necessária.

Como você também já deve saber “guardar” dinheiro ou manter suas economias na poupança não são as opções mais inteligentes para essa situação.

Sabe por quê? Desse jeito você está perdendo dinheiro, ou ao menos deixando de ganhar rendimentos.

A poupança tem perdido para a inflação e por mais que renda um pouco com o dinheiro parado lá, você não terá minimamente o que teria em outras aplicações.

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E com o dinheiro parado na sua conta ele está simplesmente desvalorizando.

Você precisa fazer esse dinheiro acompanhar o aumento da inflação e aproveitar para também dar uma crescidinha.

Desse jeito, você chegará nas suas metas de um jeito mais fácil.

Onde investir sua reserva de emergência?

Pela natureza de uso desse dinheiro, você tem algumas coisas para considerar.

Uma delas é não correr riscos, o desejo é de render uma grana que você já tem e não perder o que conseguiu poupar com tanto esforço. 

Outra é a liquidez. Como você vai usar esse dinheiro em uma emergência, ele tem que estar disponível para ser sacado a qualquer momento.

Por isso, na hora de decidir onde investir esses recursos, cogite sempre essas duas questões.

Separamos algumas boas ideias para ajudar a fazer o seu dinheiro render mais.

Alguns fundos com liquidez diária são o CDB, LCA e LCI, ativos de Renda Fixa Privados, que é quando as condições de rentabilidade são estabelecidas no momento da aplicação.

Eles são ideais para quem está começando, porque são seguros e não exigem grandes quantias de dinheiro. 

CDB – O Certificado de Depósito de Bancário (CDB) é um título oferecido por bancos e corretoras.

Ele pode ter rendimentos prefixados (juro anual estabelecido antes do investimento), pós-fixados (atrelado ao CDI, que é uma referência de rentabilidade) e híbridos (com um juro anual fixo mais a variação do IPCA, que é a inflação oficial do país).

LCA e LCI –  A Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e a Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) são duas aplicações com isenção do Imposto de Renda, por captarem recursos para áreas essenciais da economia, o agronegócio e o mercado imobiliário.

Além dessas opções iniciais de investimento, outra alternativa para quem procura alta liquidez e rendimento acima da poupança é o Tesouro Selic Simples.

Ele é um título de dívida emitido pelo governo, ou seja, ao investir nele, você estará emprestando dinheiro ao poder público. 

Também considerado seguro, esse tipo de aplicação atende tanto ao pequeno quanto ao grande investidor.

Dá para começar a participar com apenas R$ 30,00. Viu só como dá para entender melhor de finanças e, ainda melhor, fazer parte desse mundo sem correr grandes riscos?

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