Renegociação de dívidas ajuda a organizar as finanças

Larissa Carvalho

| 5 minutos para ler

Renegociação de dívidas ajuda a organizar as finanças

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Quem está com dívidas e acredita que a melhor solução é esperar o tempo passar, pode comprometer a saúde financeira por longos anos. A renegociação de dívidas ajuda a organizar as finanças e tornar os sonhos mais próximos.

Uma das piores consequências é a restrição de acesso ao crédito e a inclusão do nome nos órgãos de proteção ao crédito, como Serasa e SPC. O nome sujo diminui o score de crédito e dificulta a liberação de empréstimos, financiamentos e crediários.

Se você está endividado e não sabe o que fazer, não desanime: existe uma solução para as dívidas. Confira as dicas fazer a renegociação as dívidas mesmo sem dinheiro.

1) Esqueça os mitos

Certamente, você já deve ter se deparado com o termo “caducar” a dívida ou prescrição da dívida. O fato de a dívida “caducar” ou prescrever não significa que a pendência é esquecida ou apagada (como se não fosse existir mais), mas sim que o consumidor, caso não tenha sido cobrado no prazo de cinco anos, não poderá receber uma cobrança.

Portanto, esqueça o mito: a dívida continua existindo, porém, só não poderá mais ser cobrada na justiça. E, apesar de ter o nome retirado do cadastro de proteção ao crédito, bancos e financeiras têm acesso à dívidas vencidas ao consultar o seu nome. É melhor, então, renegociar as suas dívidas o quanto antes.

2) Encare o problema

Dívida é sinal de dor de cabeça, não é mesmo? Encarar os problemas financeiros é a única maneira de conseguir organizar as suas finanças e ter saúde financeira.

Não importa o tamanho da sua dívida e os recursos que você tem hoje, basta um esforço para encontrar uma solução. Antes de qualquer atitude, entre em contato com o credor para saber em que pé está a sua dívida. 

É importante que você se atualize e encontre uma saída para pagar a dívida. Pergunte:

  • como os juros são cobrados;
  • dias se passaram desde o vencimento;
  • quais são as opções de renegociação da dívida;
  • sobre descontos, afinal, toda empresa prefere receber alguma quantia a não receber nenhuma.

3) Avalie sua situação

Agora que você já sabe o quanto está devendo, é hora de avaliar a sua situação financeira:

  • saldo está negativo?
  • Quanto você ganha e costuma gastar por mês?
  • Quais são as contas que você paga mensalmente?
  • Tem empréstimos ou financiamentos em andamento?


O check-up financeiro é indispensável para você definir o quanto pode direcionar por mês para o acordo da dívida. Não conte apenas com a memória: anote tudo em um caderno ou na planilha de gastos gratuita do Bom Pra Crédito.

Aproveite o momento para identificar os hábitos que possam estar impedindo você de pagar as contas em dia e renegociar as dívidas, como parcelamentos, cheque especial, crédito rotativo do cartão de crédito, entre outros.

4) Corte os gastos

Quais são os gastos que você pode reduzir ou até mesmo cortar para renegociar as dívidas? Muitas vezes, bastam alguns ajustes nos hábitos financeiros para você conseguir pagar as dívidas pendentes.

Por exemplo, o costume de usar o cartão de crédito, parcelar a maioria das compras e depois não não conseguir pagar o valor integral da fatura, ou usar o cheque especial como círculo vicioso, que é quando o dinheiro cai na conta, cobre o saldo negativo, e você volta a utilizar o limite.

E a situação piora ainda mais quando os gastos que ultrapassam o seu orçamento são desnecessários. Avalie também se está pagando por serviços que não utiliza e como economizar mais nas contas básicas (luz e água).

A redução de uso de energia não é só boa para o bolso, como também para o meio ambiente.

5) Busque renda extra

O que você sabe fazer que pode render um dinheiro extra no fim do mês? Qualquer habilidade que você tenha pode ajudar a aumentar a sua renda e facilitar a sua vida na organização das finanças pessoais.

Você também pode desapegar de algumas roupas, objetos e móveis e vender para amigos ou anunciar em um e-commerce.

Mas atenção: não conte apenas com a renda extra para renegociar dívidas, porque você corre o risco de não ter dinheiro suficiente para pagar o acordo em dia, caso não consiga a quantia necessária no mês.

O ideal é que você aproveite o dinheiro “a mais” para somar ao seu orçamento mensal ou então guardar a grana para possíveis emergências.

6) Troque sua dívida

Se você tem uma ou mais dívidas pendentes, você pode buscar um empréstimo pessoal com juros mais baixos e com parcelas que cabem no seu bolso para quitar as suas dívidas.

Com o dinheiro em mãos, você tem mais chances de conseguir descontos no acordo de renegociação de dívidas. Outra vantagem é que você não precisa justificar o motivo do pedido de empréstimo pessoal.

Além de reduzir o custo da dívida, já que você troca várias dívidas caras por uma única mais barata, organizar as finanças se torna uma tarefa fácil, pois você passa a ter o compromisso de pagar apenas uma dívida no mês.

Não perca mais tempo: compare empréstimos online e escolha o crédito que mais atende ao seu perfil.

7) Pague as contas em dia

Organizar as finanças é mais simples que parece: basta controlar os gastos e pagar as contas em dia. Se você está pensando em solicitar um empréstimo para pagar as dívidas ou está apertando o orçamento para pagar o seu acordo, cumprir com os pagamentos na data acordada é primordial para não ter de pagar juros e desequilibrar as finanças.

Escolha uma data próxima ao pagamento do seu salário ou a que você costuma ter um saldo mais positivo, caso seja um empreendedor.

Para não se esquecer dos vencimentos, crie alertas no calendário do seu celular. Você também pode programar os pagamentos no banco, para não correr o risco de deixar passar a data. Assim, fica mais fácil fugir dos juros altos.

8) Evite novas dívidas

De nada adianta você renegociar uma dívida e não ter dinheiro para pagar novas dívidas e entrar em um círculo vicioso, ou seja, continuar com contas pendentes.

Pelo menos enquanto estiver pagando um acordo ou um empréstimo pessoal, procure manter os gastos e evitar novas dívidas. Evite, principalmente, novos parcelamentos.

Para uma nova compra, se não tiver dinheiro suficiente em mãos para comprar à vista, considere guardar uma quantia por mês até conseguir o saldo necessário.

No início, pode parecer um pouco complicado e até mesmo um super desafio, mas você vai notar rapidamente que manter as finanças equilibradas é a melhor saída para ter mais tranquilidade.

9) Faça uma reserva de emergência

Você já parou para pensar que se tivesse dinheiro reservado para emergências, as contas estariam em dia? A reserva de emergência pode ajudar a evitar uma inadimplência.

Se você não tem o costume de guardar parte do seu dinheiro, comece a fazer isso o quanto antes. É aí que entra a grana extra.

Se você considera que não dá para guardar dinheiro do seu salário, procure outras fontes para fazer essa reserva tão importante para a sua saúde financeira.

Para ficar mais fácil, crie uma meta e vá reservando dinheiro aos poucos, até alcançá-la. O ideal é que você faça uma reserva de, pelo menos, seis vezes o valor da sua renda mensal, que seria o custo para se manter em um período de seis meses. Seja firme!

10) Leia sobre finanças pessoais

Ficar por dentro das dicas para organizar as finanças pessoais e de como crescer financeiramente pode ajudar a mudar o modo como você encara os problemas financeiros e a transformar a sua vida.

Aqui no Bom Pra Crédito, você encontra conteúdos especiais que esclarecem as principais dúvidas sobre finanças pessoais e ajudam você a tomar a melhor decisão.

Aproveite para ler o nosso guia completo sobre empréstimo pessoal, para entender de uma vez por todas como funciona essa modalidade de crédito.

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