Pagar a faculdade: 9 dicas para não se formar já endividado

Larissa Carvalho

| 5 minutos para ler

jovem encostado em ponto de ônibus com material escolar em mãos

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premio reclame aqui 2020

O ensino superior não precisa se tornar uma dor de cabeça na sua vida financeira. Entenda como agir.

Não existe espaço para todos os brasileiros no ensino superior público, isso quer dizer que muita gente (até quem não tem dinheiro de sobra) acaba tendo de achar meios para pagar faculdade.

É aí que surge o desafio de não contrair uma dívida grande antes mesmo de se formar. 

Os estudantes de baixa renda que se encaixam nos requisitos do FIES, um financiamento estudantil criado pelo Ministério da Educação em 1999, podem tentar essa ajuda e ter de 50% a 100% do curso financiado.

Mas, imprevistos podem tornar essa alternativa um pesadelo. 

Segundo o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), em 2019 cerca de 59% dos contratos do FIES em fase de consignação estavam com pelo menos um dia de atraso no pagamento.

Ou seja, 3 em cada 5 estudantes que usaram o programa para pagar a faculdade estavam inadimplentes. 

A dívida acumulada por esses acordos chegou a passar de R$ 13 bilhões, um recorde na história do fundo.

Como não deixar sua vida financeira sair do controle e começar a dar dor de cabeça antes mesmo de você já ser um profissional?

Confira algumas dicas: O que é educação financeira e como você pode aprender com ela

Planeje o seu orçamento

Não tem como fugir dessa iniciativa. Quando você assume um compromisso de pagar pelos seus estudos, precisa ter muito foco.

O ideal é que a nossa saúde financeira esteja sempre bem, mas isso quer dizer que você não pode enfrentar surpresas desagradáveis com suas contas por, pelo menos, o tempo de faculdade – em casos de financiamento até o dobro dela. 

Sabemos que ninguém escolhe o curso baseado no valor da mensalidade, mas isso pode variar de uma instituição educacional para outra.

Certifique-se de que você pode pagar o valor mensal do curso, mesmo com o desconto do financiamento estudantil. 

grupo de quatro estudantes universitários sentados em escadaria

Leia mais: Pontuação do Score: como isso pode te ajudar a conseguir crédito?

Para se organizar inicialmente, siga estes 3 passos: 

Calcule sua renda líquida mensal e os gastos realizados no último mês.

Separe-os em grupos, como alimentação, saúde, moradia e lazer.

Faça um monitoramento de entrada e saída de dinheiro durante os próximos 30 dias. Dica: arquive todos os comprovantes em uma pasta.

Pronto, nesse primeiro mês você terá uma noção clara da sua realidade financeira.

O seu plano de ação para melhorar esse seu orçamento será muito mais eficiente após essa análise.

Lembre de incluir despesas extras, não só matrícula 

Uma graduação não tem como despesa só a matrícula. Dentro do seu planejamento você não pode cometer o erro de ignorar custos com:

  • Deslocamento: você gasta para ir da sua casa ou do trabalho para a universidade. 
  • Aluguel: se você pretende morar em outra cidade.
  • Alimentação: refeições ou lanches que vão fazer parte da sua rotina diária. 
  • Material didático: livros, apostilas.
  • Cursos extras: workshops, palestras e afins.

Use a tecnologia a seu favor

Com tantas coisas para monitorar e colocar na ponta do lápis, você pode se desesperar e acabar desistindo de todo o seu planejamento detalhado. Mas não desanime, hoje em dia muitos aplicativos fazem quase todo o trabalho, você só precisa inserir os dados. 

Faça o download e teste, confira opções como Mobills, Wallet, Organizze, Guia Bolso e mais.

Tente reduzir a mensalidade

Por mais que o ensino seja privado, o Governo Federal tem algumas iniciativas para ajudar a população a pagar pelo seu ensino.

O próprio FIES, citado anteriormente, é uma forma de financiar esse estudo e encontrar formas de pagamento que entrem no seu bolso. 

Converse ainda na instituição de ensino, com a atual realidade do Brasil muitas universidades e faculdades se mostram abertas a uma negociação ou até apresentam facilidades de pagamento. 

Bolsa de estudos

Algumas instituições de ensino criam seus programas próprios de bolsas de estudo e as ofertas estão disponíveis aos alunos de diversos cursos.

Quando você se interessar pelo curso, procure saber se a faculdade tem esse benefício.

Em geral, as instituições divulgam o seu edital com os critérios para a participação todos os anos.

Qualificação de funcionários  

No seu trabalho pode existir algum programa de incentivo para colaborar com a qualificação de funcionários.

Eles podem se comprometer com o seu total ingresso no curso ou até bancar uma parte dele.

Procure o RH da sua empresa e verifique se existe esse incentivo. 

Aumente a sua renda

Por mais que você já tenha um trabalho fixo, mesmo que seja só um estágio, fique sempre atento às possibilidades de fazer uma graninha extra. Você pode, inclusive, colocar em prática serviços exclusivos relativos a sua própria graduação. 

A internet também tem sido uma aliada nesse ponto, e não só pelos aplicativos mais conhecidos como o uber, hoje em dia dá para contar até com opções que permitem a interação entre donos de animais e pessoas para passear e hospedar bichinhos enquanto os donos viajam. 

Muita gente também consegue fazer um dinheiro extra vendendo guloseimas na faculdade: brownie, brigadeiro, bolo de pote.

Sempre tem alguém que pode ser o seu cliente em potencial numa instituição de ensino.

Empréstimo Pessoal

Se a sua situação financeira está complicada, uma saída é recorrer a um empréstimo pessoal.

Os juros a pagar nessa operação podem ser bem menores do que os financiamentos estudantis disponíveis hoje no mercado. Veja essa opção como um investimento.

Em plataformas como o Bom Pra Crédito você consegue comparar ofertas de mais de 30 instituições financeiras.

É só fazer o seu cadastro e receber as opções de empréstimo em cinco minutos. Acesse e confira agora mesmo condições de pagamento que cabem no seu bolso.

jovem de camisa branca e óculos estudando em seu computador sob uma mesa de madeira

Leia mais: 07 erros financeiros que nunca devemos cometer

Renegocie dívida e saiba os seus direitos 

Caso você não consiga dar conta da mensalidade, mesmo com todos os cuidados, não entregue os pontos.

Uma dívida é feita de juros, e isso quer dizer que quanto mais você demora para resolver, mais caro vai pagar por ela.

Procure a faculdade já no primeiro sinal de que não vai dar conta naquele mês e tente conversar com eles as melhores soluções.

O acúmulo de uma dívida estudantil pode acabar em uma cobrança judicial, então não deixe a situação chegar nesse nível. 

Fique também por dentro dos seus direitos como estudante em casos de inadimplência.

Em alguns casos, por exemplo, a faculdade pode se recusar a fazer sua matrícula se verificar algum débito em aberto, mas por total falta de conhecimento das pessoas elas podem passar por humilhações desnecessárias em casos que envolvem dívidas estudantis. 

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