Fintech de empréstimo facilita a vida financeira do brasileiro

Larissa Carvalho

| 4 minutos para ler

pessoa mexendo em holograma com diversos ícones saindo de sua mão esquerda

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Entenda como essas empresas são responsáveis pelo aumento de crédito disponível no país.

Você já parou para pensar no quanto a tecnologia nos possibilitou facilidades no nosso dia a dia que seriam impossíveis há alguns anos? A existência de algo como uma fintech de empréstimo é apenas um exemplo desse avanço notável!

Como as pessoas faziam quando não podiam transferir uma quantia em dinheiro no mesmo dia pelo celular?

Ou quando não tinham um cartão de crédito na mão para comprar o que ainda não tinham dinheiro para pagar à vista?

A verdade é que a vida antes da tecnologia atingir diretamente o setor financeiro era muito mais burocrática. E, pior ainda, sem muitas opções.

Com um crescimento meteórico, a multiplicação das fintechs no Brasil tem papel fundamental no aumento da oferta de crédito no mercado.

Segundo um levantamento do próprio setor, o crédito dado por fintechs deve crescer 47% e chegar a R$ 2,5 bilhões em 2020. 

homem de terno manuseando tablet em sua mão direito em frente a holograma com diversos dados

Leia mais: O que são fintechs?

O que são fintechs?

Nós podemos apostar que mesmo sem saber o que significa uma fintech você utiliza algum tipo de serviço que só é possível hoje por causa de toda a evolução que elas trouxeram ao mercado. 

Na prática, as fintechs são empresas que redesenham a área de serviços financeiros com processos inteiramente baseados em tecnologia. A palavra fintech é uma abreviação para financial technology (tecnologia financeira, em português).

Essas empresas são especialistas e podem oferecer soluções financeiras diversas, como cartão de crédito, conta digital, cartão de débito, empréstimos, seguros, entre outros que podem ser gerenciados sem a necessidade de uma presença física em uma agência. 

Entende como as fintechs revolucionaram o mercado financeiro e sacudiram a hegemonia dos grandes bancos? No entanto, elas não funcionam só com um tipo de serviço. 

Existem vários tipos de fintechs. O Bom Pra Crédito, por exemplo, é uma fintech de empréstimo. O Nubank é uma fintech de pagamento. A Toro é uma fintech de investimentos. 

Quais as vantagens das fintechs?

As fintechs oferecem produtos financeiros inovadores, mais simples e mais vantajosos. Um banco tem milhares de clientes correntistas, já essas empresas conseguem personalizar mais o atendimento, o que impacta diretamente na entrega final de seus produtos. 

  • Tecnologia: é possível resolver quase tudo online.
  • Agilidade: menos burocracia.
  • Novidade: serviços que inovam o setor e trazem novas soluções.
  • Preço justo: costumam oferecer serviços com preços mais baixos e com qualidade.

Fintechs são confiáveis?

Tudo o que é novo traz consigo desconfiança antes de provar a sua eficiência e, mesmo depois de um tempo, ainda pode ser que muita gente se mostre desconfiada. 

Tome como exemplo os grandes bancos, vistos como conservadores hoje em dia se comparados a fintechs e startups financeiras. Até os dias de hoje tem gente que acha mais seguro guardar o dinheiro “debaixo do colchão” do que depositá-lo.

O importante mesmo nesse caso é verificar se as fintechs que você deseja fazer negócio são referendadas pelos órgãos reguladores do mercado. 

Em 2018, por exemplo, o Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou a criação de fintechs para fazer o intermédio de empréstimos diretos entre pessoas físicas. Esse reconhecimento é uma demonstração de confiança para essas empresas.

homem mexendo em smartphone com um símbolo positivo na tela

Leia mais: Tipos de empréstimos e seus benefícios

O futuro das fintechs com o Open banking 

O modelo brasileiro de Open Banking ainda está sendo debatido pelo Banco Central e deve começar a ser implementado no segundo semestre de 2020. Quando isso acontecer, os bancos poderão compartilhar as informações que têm sobre os clientes com fintechs e startups de serviços financeiros.

  •  O que é?

O Open Banking é um conjunto de regras para organizar o compartilhamento de dados e serviços do sistema financeiro por meio de abertura e integração das informações.  Isso vai fazer com que as instituições cooperarem entre si para oferecer serviços e produtos melhores.

  • Na prática 

Trocar de banco não vai mais ser um evento tão burocrático na vida do brasileiro. Hoje, se o cliente migra de uma instituição para outra (incluindo até os bancos digitais), precisa recomeçar seu relacionamento do zero. 

Isso quer dizer que o histórico de uma vida inteira financeira, como contas pagas em dia, os salários depositados, as prestações, empréstimos, perfil de gastos… é perdido. 

Com o Open Banking, essas informações vão para onde o cliente for. Isso quer dizer que tanto os bancos quanto as fintechs terão serviços mais personalizados e a chance um limite de crédito e pacote de investimentos mais adequado para cada perfil. 

Em uma fintech de crédito, por exemplo, será  possível conseguir melhores taxas baseado no histórico financeiro do cliente. Esse avanço será só mais um passo dentro de um segmento que experimenta constantes renovações. 

E você, confia em fintechs? Conte a sua experiência  com tecnologia e mercado financeiro aqui nos comentários.

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