Educação financeira infantil: porque você precisa ensinar o seu filho desde cedo

Larissa Civita

| 4 minutos para ler

duas crianças estudando sobre finanças um livro

Continua depois da publicidade

Descubra como começar e quais medidas podem te ajudar na educação financeira para crianças.

Já se pegou pensando, que se você tivesse tido contato com educação financeira infantil, sua vida poderia ser diferente em muitos aspectos?

Se a resposta for SIM, saiba que você não está sozinho nessa.

Na verdade, a realidade do país fala por si: índices como mais de 60 milhões de brasileiros com nome negativado, aposentados cada vez mais endividados e o baixo nível de poupança no Brasil, funcionam como um espelho de uma geração que não se preocupou com educação financeira desde cedo.

Mas, isso está mudando. Em 2019, um levantamento feito pela Associação de Educação Financeira do Brasil (AEF-Brasil)  mostrou que as iniciativas de educação financeira aumentaram 72% nos últimos 5 anos. 

O estudo identificou mais de 1.300 projetos com essa temática, quase metade apenas em instituições de ensino.

Isso porque desde 2017 a educação financeira foi incluída na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) da educação infantil e do ensino fundamental. 

Com essa mudança, as redes de ensino tiveram até o início do ano letivo de 2020 para incorporar educação financeira nos seus currículos em uma disciplina independente, já que antes era comum que isso fosse de certa forma inserida apenas em matemática.

duas crianças estudando sobre educação financeira

Leia mais: O que é Educação Financeira e como você pode aprender com ela

Contar com essa parte já é um avanço, mas nós sabemos que as crianças não podem depender apenas da escola para obter educação.

A forma como somos criados e os exemplos que temos, os estímulos a que somos submetidos fazem muita diferença na forma que vamos encarar alguns desafios ao longo da vida.

É por isso que incentivar a educação financeira infantil também dentro de casa é uma maneira de reforçar esses conceitos e fazer com que a noção de consumo consciente seja muito mais natural na vida das crianças. 

Já sabemos o que você está pensando… mesada, certo? Não, mesada não é a única forma de falar sobre educação financeira infantil, existem muitas outras maneiras e vamos destrinchar um pouco sobre isso a seguir. Quando começar?

Crianças muito novas não têm ainda a ideia de valor e também nem sabem contar.

Para cada fase da criança ela precisa ser estimulada de uma maneira, então vamos separar algumas ideias que podem ser usadas em algumas dessas etapas.

Educação Financeira para Crianças de até 5 anos 

Nessa idade as crianças não têm noções matemáticas, mas já entendem de alguma forma que o dinheiro tem algum valor e é com ele que conseguem comprar coisas.

Acompanhar isso e desenvolver com atividades lúdicas é uma ótima ideia.

Tenha em mente que por mais que eles não possam se aprofundar muito no assunto, o contato da criança com esse tipo de argumento, e ainda mais através de brincadeiras, é algo que vai amadurecer ao longo do tempo.

O uso de um cofrinho com metas para que ela alcance um objetivo de comprar algo que deseja, por exemplo, é uma outra ideia de envolver a criança com consumo consciente.

Educação Financeira para Crianças de 6 aos 10 anos 

Agora as crianças já começam a ter um conhecimento maior de matemática e já podem ser introduzidas a formas de lidar com o dinheiro também fora das brincadeiras. Uma coisa que elas adoram é simular algumas situações.

Na hora de pagar as compras no supermercado, por exemplo, incentive a criança a passar o cartão ou até dar em dinheiro e receber sobre uma pequena compra.

Lembra daquele clichê de filmes americanos de crianças vendendo limonada na porta de casa no subúrbio?

Dá para escolher algo que a criança tenha afinidade, como a venda de doces, ou até mesmo de bazares de brinquedos e roupas. 

Educação Financeira para Crianças a partir dos 11 anos

Já mais grandinhos, eles podem começar a ter responsabilidades que envolvam dinheiro.

O lanche na hora do recreio costuma ser um bom indicativo, ou até a hora deles saírem para comer com os amiguinhos.

Oriente, mas deixe que ele escolha como quer lidar com uma quantia específica de dinheiro para se alimentar. 

É nessa idade também que eles podem começar a entender a importância de guardar.

O cofre pode voltar aqui como um incentivo para a poupança do que ele conseguir não gastar.

Importante que a sua orientação seja clara e, caso ele extrapole o combinado, não tenha mais dinheiro.

Assim, ele vai começar a lidar com a sensação de perda e controle. 

Além de todas essas dicas, saiba que o grande influenciador das crianças será você.

O exemplo precisa sempre ser dado, lembre-se de que não pode cobrar delas algo que você não faz.

Por isso, se a criança cresce acostumada a ver os pais naturalizando dívidas, o entendimento dela quanto a isso vai ficar comprometido. 

Fique de olho nos pequenos e aposte na criatividade, não perca a chance de formar um adulto mais consciente e seguro financeiramente.

garoto estudando sobre o administração do seu dinheiro

Leia mais: Empréstimo para viagem: o que é, como funciona e como fazer

E o Bom pra Crédito?

Quando estiver em uma idade economicamente ativa, o seu filho vai entender que alternativas como o empréstimo pessoal é uma boa saída para colocar em prática algum plano ou até mesmo renegociar dívidas.

Mesmo que eles tenham educação financeira desde novos, algumas vezes, a dívida acontece e o bom mesmo é saber como se livrar delas de uma maneira planejada e calma. O Bom pra Crédito te ajuda com isso!

Seja o primeiro a comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *