Comprar a vista ou parcelado, o que faz mais sentido para você?

Larissa Carvalho

| 4 minutos para ler

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Todo lado tem seus prós e contras, entenda quando vale a pena tirar dinheiro do seu orçamento ou usar crédito para fazer suas compras

Ninguém está livre desta questão, uma hora ou outra na sua vida, a dúvida vem: comprar à vista ou parcelado? Essa é mais uma daquelas perguntas que nunca vão ter uma resposta definitiva para todo mundo. 

É claro que, se você tem renda para pagar sempre à vista, essa é a opção mais segura. Uma vez que você não extrapola seu orçamento mensal, além de só compra o que pode pagar e manter um controle financeiro maior.

Mas, se esse não é o seu caso, talvez a única opção seja parcelar, mas até para isso é preciso ter educação financeira.

Não é que você nunca pode usar o seu cartão de crédito, mas tem que saber aproveitar o seu lado bom sem cair nas armadilhas dos seus desejos. 

Educação Financeira te ajuda a decidir se vai comprar à vista  parcelado

Se você já está mais avançado na sua noção de controle de gastos vai concordar com um fato: gastar dinheiro vivo, aquele que sai direto da sua carteira freia mais gastos por impulso do que quando você utiliza cartões de débito ou de crédito.

Por que isso acontece? Quando você não utiliza o dinheiro em si, mas um símbolo dele, no caso, um cartão de crédito ou débito, acaba alimentando mais a sensação de ganho do que a de perda. O que isso quer dizer?

Quando você vê o dinheiro indo embora imediatamente das suas mãos, ainda tem a sensação de que está gastando, perdendo dinheiro. Isso, claro, junto com a de comprar algo que você queria.

Mas, quando se trata de um parcelamento, então, isso pode ficar pior.

Você está com a sua compra em mãos, mas nem viu o dinheiro sair da sua conta. É um perigo que todo mundo com tendência a elevar demais os gastos precisa evitar.

Então, na medida do possível, é sempre bom prestar mais atenção nessa questão.  

Quando você vai escolher como vai ser a sua forma de pagamento, tem que analisar alguns pontos, vamos falar um pouco mais sobre elas a seguir:

Qual é o valor da sua compra?

Cartões de crédito em fundo branco

Isso faz toda a diferença, porque como falamos antes nem sempre você vai ter o valor total do produto ou serviço que quer adquirir.

Quando você estiver prestes a comprar itens mais baratos, fáceis de pagar, prefira quitar a dívida à vista. Assim você compra o que quer e não compromete sua renda do mês seguinte.

Agora, se estivermos falando de valores muito altos, você deve sim considerar avaliar algumas parcelas, mas nunca deixe de verificar se elas cabem no seu bolso.

Seja com o cartão de crédito ou na contratação de um empréstimo pessoal, financiamento de imóvel ou veículo. 

A dica de ouro é: gaste dentro do seu orçamento.  

Se eu escolher parcelas, quais são as taxas de juros?

Uma das grandes desvantagens de parcelar é a provável taxa de juros em cima da sua dívida. Mas, isso não é uma regra.

Existem alguns estabelecimentos que concedem aos seus clientes pelo menos algumas opções de parcelamento sem juros. Por exemplo, até 6 vezes sem juros, e a partir disso uma tarifa. 

Em casos de investimentos bem mais altos, verifique se os juros que você vai pagar com o financiamento seria mais alto do que o que você poderia lucrar com o dinheiro investido.

Nesse caso, vale a pena colocar o seu dinheiro para trabalhar para você com investimentos rentáveis e adiar um pouco a compra para conseguir pagar à vista ou em parcelas menores.

Leia: Empréstimo no cartão de crédito, é possível fazer?

Comprando à vista eu consigo desconto?

Agora vamos à vantagem de pagar à vista: é muito comum conseguir pagar um pouco mais barato quando se faz o pagamento na hora.

O ideal é que você sempre pergunte, mesmo que esse benefício não seja oferecido a você.

O brasileiro não tem muito esse costume de negociar na hora de comprar, mas é como diz o ditado popular “quem não chora, não mama”. A média praticada pelos estabelecimento é de 5% a 10% off nas compras à vista.

Parcelar o cartão de crédito, pode?

Digamos que você passou um pouco do controle. Parcelou demais suas compras e o que era para facilitar o pagamento de coisas que você queria se tornou uma dívida maior do que você tem a capacidade de pagar. 

Qual é a sua alternativa nesse caso? Parcelar a fatura do cartão? Nunca faça isso! Os juros que você vai pagar sobre as parcelas do cartão de crédito podem chegar a mais de 200% ao ano.

Você vai também está fazendo uma dívida em cima de uma dívida, já que essas parcelas são acrescentadas às faturas seguintes do cartão.  

Uma opção para resolver isso é a contratação de um empréstimo pessoal para quitar a dívida à vista e se livrar de juros abusivos do cartão de crédito.

Faça um cadastro no Bom Pra Crédito e receba a sua avaliação com opções de juros e parcelamento de mais de 30 instituições financeiras.

Compreenda: O que acontece com nome sujo no SPC após 5 anos?

Os juros pagos no caso do cheque especial, crédito rotativo e parcelamento do cartão de crédito são alguns dos maiores do mercado.

Por isso, você pode encontrar tarifas menores para resolver esse caso mais grave primeiro.

Conclusão sobre comprar à vista o parcelado

Você precisa colocar tudo na ponta do lápis para saber o que vale a pena na sua realidade financeira.

No caso do pagamento à vista, verificar quais são as suas reais condições e o quanto de benefícios pode conseguir se fizer a compra com dinheiro vivo.

No caso do pagamento à prazo, é necessário escolher as opções de parcelamento sem juros, o que pode significar pagar a sua compra em parcelas menores.

Lembre-se sempre de que por mais que você esteja levando mais meses para pagar uma conta, se continuar fazendo várias outras a longo prazo pode se complicar e ficar inadimplente. 

É ideal que você não comprometa mais do que 30% do seu orçamento com dívidas, por isso sempre que chegar perto de atingir esse limite, dê mais uma olhada nas suas necessidades e adie a compra para quando for mais confortável para você. 

E não se iluda também com promoções, elas podem acontecer de novo, não vale a pena se endividar por uma “chance única” de comprar algo. 

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