Taxa Selic: Hoje, Histórico e Projeção

Larissa Civita

| 9 minutos para ler

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Seja você é um empreendedor ou uma pessoa que deseja lidar melhor com o dinheiro, com certeza já deve ter ouvido falar da Taxa Selic. Especialmente em 2019, quando a principal taxa da economia brasileira esteve muito presente nas notícias.

O governo controla as mudanças na Selic e a cada mês este valor muda, fazendo muitas pessoas terem dúvidas constantes, especialmente neste ano, em que a Selic alcançou sua margem mais baixa na história. Então, neste post, você vai saber tudo sobre a Taxa Selic, desde a sua definição, as mudanças que ocorreram esse ano e uma projeção para os próximos. Acompanhe.

O que é Taxa Selic?

Para ter uma visão do todo, é preciso entender o que é a Selic. Esta é a taxa básica de juros que ajuda a guiar a economia do Brasil.

Começando pelo seu significado. Para quem não sabe, Selic significa Sistema Especial de Liquidação e Custódia. E a taxa Selic é um sistema automatizado que o governo usa a partir das operações do Banco Central do Brasil para controlar a compra, emissão e venda de títulos públicos.

Para chegar ao valor apresentado, a taxa Selic é resultado de um cálculo que usa a taxa média dos juros desenvolvida pelas instituições financeiras.

O Copom (Comitê de Política Monetária) se reúne a cada 45 dias para definir o valor da Selic.

Como funciona a Taxa Selic?

Então, a Taxa Selic que conhecemos, que é a determinada pelo Copom é a Taxa Selic Meta. Ou seja, é o objetivo de quanto os juros no país podem ser praticados. Mas, este valor nem sempre é o real, apesar de ser muito parecido.

Existe também a taxa Selic Over, que calcula a média ponderada dos empréstimos de fato praticados pelos bancos, e que retorna o valor dos juros reais. Por isso, que a Selic é um guia, já que este indicador impacta todos os juros praticados pela economia brasileira.

Além disso, trata-se de um dos indicadores principais de vários investimentos em renda fixa. Nesse caso, estamos falando de Tesouro Direto, CDB, LCA e LCI.

Está incluso ainda a poupança, que para muitos é um investimento, mas tem o menor rendimento comparado com os anteriores.

Para quem não entende de renda fixa, é uma espécie de “empréstimo” para as instituições. Elas utilizam esse dinheiro para fazer o financiamento de suas atividades e, posteriormente, devolvem o valor acrescido com juros.

Hoje em dia existem vários meios que ensinam como fazer esse tipo de investimento e vale a pena você conferir depois.

Mas voltando a falar sobre a taxa Selic, entender o seu funcionamento é essencial para você ter uma relação melhor com o dinheiro e consumir melhor. Mais adiante, vamos discutir como usar a Selic ao seu favor.

Taxa Selic Histórico

Mas antes disso, vamos ver o seu histórico.

É preciso saber que a Selic é dividida em duas etapas: taxa mensal e o acumulado do ano. A cada mês observamos um número que equivale à taxa de referência para o Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic) para títulos federais.

Isso pode ser aplicado tanto no pagamento quanto na compensação, restituição e também no reembolso de todos os tributos federais.

Taxa Selic 2018

2018 acabou sendo um ano bem tranquilo, pelo menos do ponto de vista da Selic. Das 8 reuniões do Copom que foram feitas no ano, a Selic foi mantida no patamar que estava, de 6,5% ao ano, em 6 delas.

Do ponto de vista mensal, a taxa se manteve também bem estável. Sua máxima foi em janeiro, com 0,57% e a mínima em fevereiro, com 0,50%. Durante o ano, a taxa se manteve neste patamar.

Taxa Selic 2019

Em 2019 aconteceram, e ainda estão acontecendo, grandes mudanças em relação à Taxa Selic. Durante os primeiros meses do ano, ela se manteve estável. Ainda no patamar de 6,5% que foi fechado no ano anterior de janeiro até julho.

Porém, na reunião de julho, a partir de agosto, o Copom começa a cortar a taxa Selic em praticamente todas as reuniões, quebrando recordes seguidos de valores mais baixos.

Em agosto e setembro o valor era de 6%. Já em outubro, houve mais um corte que trouxe a Selic para os 5,5%. E na última reunião de 2019, a Selic foi para 5%. É o valor mais baixo desde que este instrumento começou a ser usado para controlar a economia, em 1999, e o motivo pelo qual a Selic esteve tanto nas notícias.

Mas por que isso acontece? Porque existem tantos cortes na Selic?

Estes cortes refletem uma missão do Governo atual de recuperar a economia. O Brasil passou por momentos de crises, e o corte da Selic é uma das formas para tentar recuperá-las.

O raciocínio é bem simples. Como a Selic é a taxa básica de juros, quanto mais baixa ela estiver, menor é o valor do crédito.

Isso significa que as pessoas podem pedir mais empréstimos, fazer mais financiamentos e, de modo geral, gastar mais. As empresas também podem investir mais em expandir os seus negócios, comprando novos equipamentos e abrindo novas unidades, gerando mais empregos. Com novos empregos, as pessoas gastam mais e assim segue o ciclo da economia.

Parece ótimo, mas por que a Selic não fica sempre baixa? A resposta é uma velha conhecida do brasileiro: a inflação. Ela não é um problema há algum tempo, mas se existe muita gente no mercado querendo comprar, os preços aumentam demais e o dinheiro acaba perdendo o seu valor.

Por isso, sempre existe este equilíbrio entre a Selic e a inflação, e ambos descem e sobre de acordo com ciclos. Como o momento atual é de recuperar a economia, aquecê-la e fazê-la crescer, a Selic está no seu valor mais baixo.

Taxa Selic 2020

Como ficou claro acima, a Selic sempre se move em ciclos. Em certos momentos ela está mais alta e em outros mais baixa. Por isso, os economistas apontam que a Selic ainda deve cair um pouco mais este ano. Segundo a própria ata do Copom, este valor ainda pode cair para 4,5% até o início de 2020.

Projeção Taxa Selic até 2021

Os economistas projetam que a taxa deve se manter por volta dos 5% em 2020, aumentando um pouco mais apenas em 2021, quando deve voltar aos 6,5%. A queda da Selic é uma forma da economia crescer, por isso, é esperado que em certo momento ela retome a um patamar um pouco maior.

Você pode acessar o site do Banco Central para conferir um gráfico com todo o histórico de valores da taxa Selic. Confira no gráfico que em novembro de 2019, a taxa está em 5%.

Usando a taxa Selic 2020 a seu favor

Agora que você já sabe o que é Selic e o que tem acontecido com ela, vamos falar na prática o que a taxa Selic influencia diretamente na sua vida e como usar isso a seu favor.

Como mencionamos acima, quando a taxa Selic sobe, os juros de empréstimos, financiamentos e cartões se tornam mais altos. Isso afeta no consumo que fica desestimulado por causa dessa alta nos valores.

Se a taxa Selic cai, como é o caso, torna os empréstimos e financiamentos mais baratos, estimulando o consumo. É uma grande oportunidade se você souber usar isso a seu favor.

Mas, como as aplicações são amplas, vamos separar por partes. Assim, seja qual for a sua situação, você vai ter dicas práticas para você usar essa diminuição da taxa Selic a seu favor. Vamos começar?

Dívidas

Se você está sofrendo com alguma dívida ou já está inadimplente há algum tempo, essa é a sua hora de mudar o jogo. Não, a taxa baixa Selic não vai livrar você das dívidas, mas vai te dar a chance de pagar seus débitos.

Isso porque, com as taxas mais baixas, muitas instituições financeiras disponibilizam condições especiais de pagamento. Isso facilita o pagamento da dívida de diversas maneiras. Lembre-se, os juros estão menores então é mais fácil pagar as dívidas.

Se já tem dinheiro, você pode renegociar as condições de pagamento. Assim, as taxas podem ser menores ou as parcelas em si diminuem.

Agora, se você vai precisar de algum empréstimo, pode ser a oportunidade de encontrar opções com taxas menores no mercado. Mas isso, iremos falar melhor a seguir. O importante é que, independente de qual seja a sua dívida, vale a pena pensar nas opções.

Se você já está negativado, temos um artigo aqui do blog para isso: Emprestimo para Negativado: Como funciona, opções e dicas.

Inclusive, há algumas instituições financeiras que disponibilizam empréstimo para negativado online, de forma rápida e segura.

Entre as mais vantajosas e seguras podemos destacar a Creditas, que possui opções de empréstimos usando veículo e imóvel como garantia. A Creditas é parceira do Bom Pra Crédito e oferece taxa de juros a partir de 1,59% ao mês.

Empréstimos

Agora chegamos ao ponto muito interessante para quem deseja tirar sonhos do papel e transformá-los em realidade. No geral, as taxas para obter empréstimos serão mais baixas. Mas isso não quer dizer que todas as instituições são vantajosas. Você deve ter atenção na hora de escolher.

Aqui no Bom Pra Crédito temos as melhores condições de empréstimos. São elas:

Para cada caso, há uma solução confiável, rápida e segura. Como se trata de um empréstimo on-line, você pode fazer a sua solicitação a qualquer momento e de qualquer lugar.
Afinal, este é o maior objetivo da queda da Selic. Fazer com que os juros estejam cada vez mais baixos, incentivar as pessoas e empresas a fazerem empréstimos e movimentar a economia. Portanto, se você tem um sonho de comprar uma casa, um carro ou algo parecido, a baixa da Selic pode ser o momento ideal para tirá-lo do papel.

Investimentos

Para trazer mais rentabilidade para os seus investimentos quando a taxa Selic estiver baixa, é sugerido:

  • Reduzir os custos: neste período, o mais indicado é evitar taxas altas de administração em fundos de renda fixa ou DI. Essas taxas elevadas acabam prejudicando a rentabilidade do produto investido. Se você escolheu o Tesouro Direto, uma sugestão interessante é não pagar corretora. Vale a pena pesquisar instituições que não cobram pelo investimento desse tipo;
  • Afastar-se dos impostos: para aproveitar melhor a taxa Selic baixa é importante fugir de determinados impostos. E não se preocupe, pois estamos falando de opções legais e seguras. É o caso das LCIs, isentos do Imposto de Renda e que atraem cada vez mais investidores. Por isso que muitos especialistas indicam ficar um tempo maior no investimento para pagar menos impostos;
  • Investir em um investimento prolongado: no geral, quanto mais tempo o valor ficar aplicado, melhor será o seu rendimento. Isso sem falar que os títulos que oferecem as taxas melhores possuem vencimentos maiores. Vale a pena você pesquisar cada tipo de investimento para não errar.

Só para refrescar a sua memória, existem alguns investimentos muito usados que podem ser influenciados pela variação da taxa Selic. Estamos falando dos títulos públicos, caderneta de poupança e CDI.

Quando falamos de títulos públicos, devemos ter em mente que quanto maior é a taxa, maior é a rentabilidade. Então se você quer começar a trilhar seus primeiros passos no mundo do investimento, e não quer gastar muito, pode ser uma solução.

Mas nesse caso, você pode colocar em prática a dica que citamos anteriormente, de ter o investimento por um tempo prolongado.

Agora, se você quer investir na poupança, é importante ter em mente algumas coisas. O primeiro é que a rentabilidade da poupança é a menor se formos comparar com as outras opções. Especialmente com a baixa histórica da Selic, a poupança se tornou ainda menos vantajosa. Seu rendimento agora é de apenas 3,2% ao ano.

O que explica isso é o CDI, que é a taxa de juros encontrados no empréstimo de um banco para outro. Mas no caso do CDI, os bancos usam títulos privados da própria instituição como garantia. Por isso que CDI também é chamado de Certificado de Depósito Interbancário.

Vale lembrar que a taxa Selic e o CDI são semelhantes, e um segue o outro. Como o CDI é o valor que guia a renda fixa em geral, ela deve ter momentos de queda, podendo apresentar até mesmo rendimentos abaixo da meta.

Por outro lado, se o Selic aumentar o seu valor, maior será o CDI. E devemos considerar que todo investimento de renda fixa baseado no CDI também reflete a taxa Selic. Estamos falando do:

  • Certificado de depósito bancário (CDB);
  • Letras de crédito imobiliário (LCI);
  • Letras de crédito do agronegócio (LCA);
  • Letras de câmbio (LC).

Por isso, neste momento, os investidores podem aproveitar a oportunidade para diversificar um pouco a carteira. Apostar nos investimentos em longo prazo, explorar opções de renda variável ou fundos de investimentos podem aumentar um pouco mais a rentabilidade.

O mercado de ações, por exemplo, é uma ótima opção para quem quer aumentar os rendimentos. Outro grande ponto do Governo, a reforma da previdência, é muito bem vista pelo mercado, o que levou a quebra de recordes na bolsa brasileira.

Mas, para quem não tem muita segurança em investir na bolsa, os fundos de investimento são uma opção interessante. Nesta aplicação, existem profissionais que fazem a gestão do fundo, recolhendo recurso dos investidores e aplicando de acordo com uma análise do mercado. É uma ótima opção pois deixa o seu dinheiro na mão dos profissionais, que podem escolher onde investir de forma muito mais precisa.

Existe muito conteúdo sobre o assunto e vale a pena aprender, para quem quer aproveitar melhor o momento de baixa da Selic.

Além disso, o momento de recuperação da economia também pode ser uma ótima oportunidade para recuperar a sua vida financeira pessoal.


Conclusão

Durante o artigo, observamos que a taxa Selic deve ser sempre observada por quem deseja ter uma vida financeira saudável.
Afinal de contas, essa taxa influencia os grandes pontos relevantes para a economia brasileira. Estamos falando de investimentos, juros dos bancos, entre outros.
Entendemos também que não se trata de uma taxa fixa, mas sim variável. Se a taxa aumenta, os custos aumentam e o consumo esfria. Se a taxa diminui, os valores ficam menores e a economia aquece.
A boa notícia é que a Selic teve uma enorme queda em 2019 e deve continuar baixa em 2020, o que pode gerar grandes oportunidades para quem deseja renegociar dívidas, repensar os gastos com cartão de crédito, assim como buscar as melhores condições de empréstimos.
Seja qual for a sua situação, o Bom Pra Crédito oferece as melhores soluções para você. Acesse o nosso site e faça a solicitação de empréstimo. É simples, rápido e fácil. Aproveite o momento.