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O que mudou com as novas regras do cheque especial

2019-01-30T10:56:43+00:00

Conheça as novas regras do cheque especial

Uma das linhas de crédito mais caras do país, acompanhada pelo rotativo do cartão de crédito, passou por mudanças nas suas regras em julho do ano passado.  Relembre como o cheque especial passou a funcionar e de que maneira ele afetou a sua conta bancária.

Afinal, o que é cheque especial mesmo?

Os bancos podem oferecer o cheque especial a seus clientes no momento da abertura de conta.

Trata-se de um limite de crédito que o banco disponibiliza para seu cliente utilizar em situações emergenciais.

Por exemplo, não tem o dinheiro suficiente para pagar uma a conta do cartão de crédito, a conta do telefone veio mais cara que o esperado, entre outras situações inesperadas. Ou seja, é um valor que o banco deixa à disposição de seu cliente para que ele utilize em momentos de aperto financeiro.

 

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Como o cheque especial funciona?

O cliente, ao utilizar o cheque especial, fica com sua conta em saldo negativo. Para pagar o valor que deve ao banco, é só fazer um depósito na conta.

É importante que ele se atente ao saldo e não demore para cobrir essa despesa. Isso porque os juros são altos e, caso você não pague, além dos juros exorbitantes, será cobrada multa. É aí que mora o perigo, pois os clientes podem acabar vivendo uma bola de neve.

Entendendo as mudanças no cheque especial

Em vista do elevado número de brasileiros endividados – a taxa de juros do cheque especial chegou a alcançar média de 341% por cento no início do ano, o conselho de autorregulação da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) apresentou proposta que busca amenizar a situação.

A partir de 1º de julho, os bancos contemplaram novas regulamentações na aplicação do cheque especial.

O objetivo da medida foi justamente que os bancos possibilitassem a seus clientes meios e alternativas viáveis para pagarem a dívida e cobrir o saldo devedor.

As opções incluem juros menores, ainda que altos, condições facilitadoras de pagamento da dívida e um maior detalhamento do uso do recurso em questão, dando ao cliente mais transparência sobre as taxas e como são cobradas.

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As novas regras do cheque especial

Em primeiro lugar, o banco, agora, é obrigado a alertar seus usuários no caso de eles não obterem saldo suficiente em suas contas bancárias.

Nesse caso, se ele optar por utilizar o cheque especial, o banco também deve informar que se trata de um crédito pré-aprovado, isto é, o dinheiro utilizado não é pertencente ao cliente, mas ao banco, e deve ser devolvido assim que possível.

Esse contato será feito por meio dos canais de atendimento, telefone ou e-mail, reiterando a situação temporária e emergencial.

Outra questão sobre o relacionamento com o cliente diz respeito às informações no extrato bancário, pois o saldo da conta do consumidor deverá é informado separadamente do saldo e do limite do cheque especial.

E valor do cheque especial é demonstrado com bastante clareza para não ser confundido com o valor do saldo positivo do consumidor.

Essas duas medidas preveem maior transparência na atuação das instituições financeiras, já que muitos consumidores podem não compreender totalmente o uso que têm feito dos recursos oferecidos pelos bancos, principalmente em se tratando do cheque especial.

Para aqueles clientes que já estão endividados por conta do cheque especial, o banco deverá oferecer nova alternativa, mostrando opção mais facilitadora de parcelamento do saldo devedor, além de juros mais baixos que o anterior.

Se o cliente acaba optando por, de fato, parcelar a dívida do seu cheque especial, os bancos, agora, podem ou não manter o limite de crédito do cheque especial contratado por esse consumidor.

Eles levarão em conta:

  • condições do cliente;
  • uso de seu crédito;

e poderão oferecer condições novas para que ele utilize a modalidade e pague o valor devido.

 

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Já para aos consumidores que utilizaram mais de 15% do limite do cheque especial, durante 30 dias ininterruptos, o banco oferece alternativas mais vantajosas para o pagamento do saldo devedor, com opções de parcelamento mais baratas.

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Mesmo assim, o consumidor não é obrigado a acatar as medidas sugeridas pelos bancos, podendo recorrer nos canais de atendimento do banco.

Nesses casos específicos, os bancos terão até 30 dias para apresentar uma possibilidade nova, sendo as propostas refeitas a cada 30 dias.

Vale acrescentar que essa situação só inclui dívidas superiores a R$ 200 e que os bancos poderão, então, reduzir o limite do cheque especial que o consumidor contratou inicialmente.

Percebe-se que, com essas novas regras, as instituições financeiras estão disponibilizando alternativas mais baratas para o pagamento e parcelamento do saldo devedor.

O que os bancos pensam a respeito?

Os bancos, tendo em vista os perigos que o cheque especial pode oferecer, aconselham que o serviço seja usado pelo cliente com muita cautela.

Mesmo com todas essas mudanças e facilitações, eles continuam orientando que o recurso seja utilizado juntamente com sua finalidade inicial: somente em situações excepcionais.

Além disso, mesmo com a diminuição das taxas, é importante que o cliente não tarde a devolver o dinheiro ao banco, pois os juros continuam altos.

Essas mudanças têm amenizado os problemas financeiros dos brasileiros?

Economistas dizem que não. Para eles, de nada adianta mudar as taxas e condições dos créditos e dos juros enquanto os brasileiros não souberem lidar com o seu dinheiro.

 

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Os especialistas insistem que seja ensinada a educação financeira, não só para se conhecer os recursos oferecidos pelos bancos e pelas operativas de crédito, mas também para que o brasileiro aprenda a administrar o seu próprio dinheiro, tendo cada vez mais controle de suas finanças.

Afinal, não importa o tamanho dos juros, se a pessoa não tem controle e segurança nos seus gastos, aplicando-os com seriedade e cautela, terá dificuldade para lidar com seu dinheiro e continuará se endividando.

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